A luta do ESP
Matéria publicada na coluna do jornalista Paulo Bressane, no semanário O Tempo, de Belo Horizonte, em 20 de agosto de 2014.
Já ouviram falar da ESP – Escola Sem Partido? Deveriam, pois ela é uma iniciativa conjunta de estudantes e pais preocupados com o alto grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras, em todos os níveis: do ensino básico ao superior. Todos nós devemos apoiar esta iniciativa, pois, há muito, nossos jovens são influenciados em sala de aula por um enorme contingente de militantes de esquerda, que não medem esforços para lhes impingir sua visão distorcida do mundo. Desde que tomou as rédeas do país, o PT vem incentivando o uso de viseiras nas escolas públicas. Se os carroceiros as usam para que seus burros e cavalos enxerguem apenas o que lhes convém, os doutrinadores ideológicos da esquerda as usam para aumentar seu rebanho de alienados. Essa lavagem cerebral é um crime intelectual e deveria ser tema de alerta nas discussões políticas.

Após oito anos dedicados à docência no Colégio Estadual Max Fleuiss, na Pavuna, Julia Dutra, de 33 anos, passou a ocupar o cargo de diretora-adjunta da unidade, em 2013. O que seria uma promoção usual no sistema de ensino, tornou-se pioneirismo no Rio de Janeiro: Julia é a primeira transexual a exercer uma função de comando em uma escola da rede estadual. Formada em Educação Artística na UFRJ e com especialização em Artes Visuais, a docente – que sempre difundiu o interesse pelo teatro, música, literatura e artes plásticas entre os alunos – destacou-se por sua competência e dedicação em sala de aula. De quebra, virou exemplo de sucesso na luta contra o preconceito e a homofobia.
Uma professora de Geografia que lista vantagens do socialismo em relação ao capitalismo a alunos de 13 e 14 anos em um colégio militar. É difícil, mas acredite: tem acontecido no Colégio Militar do Rio de Janeiro e assustado pais de alunos.