Cuba é uma grande Guantánamo

Por  Janaina Conceição Paschoal*

No último dia 28, um editorial desta Folha (”Dilma em Cuba”) mostrou que a presidente da República estava perdendo uma grande oportunidade de se manifestar sobre o desrespeito aos direitos fundamentais em Cuba.

No dia 29, Julia Sweig, especialista em Cuba, publicou um texto (”Na ilha, não é o blog de Yoani Sánchez que merece atenção”) ressaltando que os benefícios da visita da presidente seriam mais efetivos do que as críticas feitas por dissidentes ao regime, citando expressamente a blogueira Yoani Sánchez. Ela, na opinião de Sweig, não faz uma oposição leal e nacionalista.

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No Enem, a saudação ao Duce

Por Demétrio Magnoli

Questão do Enem, 2001: “A Lei 9.491, de 9 de setembro de 1997, criou o Programa Nacional de Desestatização, que reordena a posição estratégica do Estado na economia, transferindo à iniciativa privada atividades indevidamente exploradas pelo setor público . A referida lei representa um avanço não só para a economia nacional, mas também para a sociedade brasileira, porque (…)”. Resposta, segundo o gabarito: “amplia os investimentos produtivos e a riqueza geral da nação”.

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A loteria do Enem

Professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo reconhece o uso do ENEM como filtro ideológico de acesso ao ensino superior.

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Por Nílson José Machado *

A prova tem falhas logísticas e há incerteza sobre os critérios de correção; as questões têm textos longos demais e apresentam filtros ideológicos

O governo federal acaba de receber cerca de 3,4 milhões de inscrições para as pouco mais de 100 mil vagas no ensino superior pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Foram 1,7 milhão de candidatos (os alunos podem se inscrever para mais de um curso). Em média, mais de 30 candidatos disputam cada vaga.

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A UFS e o MST

Por José Rodorval Ramalho*

As faces da crise da universidade pública e gratuita brasileira se apresentam em várias dimensões, uma delas é a facilidade com que alguns setores privados se apropriam de seus serviços. Não conseguindo, internamente, regulamentar nossas relações com tais setores e diante do alheamento de sucessivos governos, criamos o melhor ambiente para predadores da coisa pública.

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