Pais, caso seus filhos sejam molestados por professores que os incitem a participar de confrontos de rua, processem a escola por assédio moral
Por Reinaldo Azevedo
Mas era batata! Há delinqüentes intelectuais querendo brincar de Praça Tahir no Brasil, alusão ao local em que se concentravam, no Cairo, os que pediam a renúncia de Hosni Mubarak. Só que há uma diferença: aquilo era — e é — uma ditadura. O Brasil é uma democracia. Os nossos “jovens revolucionários”, assim tratados por esquerdistas chulés das rádios, jornais e sites, seriam os manifestantes do Movimento Passe Livre. Em seu site, eles dizem que o socialismo começa pelos transportes. A CBN de São Paulo, do grupo Globo, deve adorar, dada a ampla cobertura que dispensa aos “meninos”. Já identifiquei simpatizantes também na Folha e no Estadão. Denunciei aqui, reitero e vou mais longe: a mão-de-obra ou massa de manobra desses protestos está sendo arregimentada em escolas particulares cuja mensalidade chega perto dos R$ 2 mil. A maioria não sabe a diferença entre um ônibus e uma camiseta da Hollister. Ou melhor: sabe. Afinal, eles têm camiseta da Hollister e nunca andaram de ônibus.
