
Não é fácil saber o que acontece dentro de uma sala de aula. A doutrinação, em geral, não deixa rastro, a não ser na cabeça dos alunos. Por isso, é importante conhecer o conteúdo dos livros didáticos, pois eles constituem um forte indício do enfoque adotado pelos professores em suas aulas.
Com esse objetivo, divulgaremos neste espaço resenhas, análises críticas e reportagens sobre o viés ideológico e moral dos livros didáticos e paradidáticos do ensino fundamental e do ensino médio.
Por Klauber Cristofen Pires
O problema da doutrinação ideológica nas escolas ainda se apresenta como um grande desafio a ser vencido. Afora a entidade Escola sem Partido e uns poucos pais atentos, praticamente nada mais tem servido de obstáculo à sanha de autores e professores inescrupulosos, que se valem da confiança dos genitores e da ingenuidade dos estudantes para influenciá-los com suas doutrinas espúrias, a fim de torná-los futuros “agentes de transformação social”.
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Apresento aqui um livro escolar com alguns flagrantes de doutrinação ideológica - Todos os leitores podem ajudar me enviando o material dos seus filhos para serem publicados aqui, no site do Escola sem Partido e em todos os blogs liberal-conservadores que se dispuserem a ajudar.
Rogo a máxima atenção ao presente artigo, especialmente por parte dos pais e mães, bem como dos professores sérios e honestos.
Vou falar da doutrinação ideológica presente na educação escolar, a partir da análise do livro de Geografia intitulado Geografia - Espaço e Vivência, 7º ano (6ª série) da Atual Editora, de autoria dos professores Levon Boligian, Wanessa Garcia, Rogério Martinez e Andressa Alves – 3º ed. - 2009.
Reportagem da Folha de São Paulo, edição de 1º de maio de 2011: "Obras atacam privatizações feitas pelo tucano e minimizam o mensalão".
Livros didáticos aprovados pelo MEC (Ministério da Educação) para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas.
O livro "História e Vida Integrada", por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações.