Os governos municipais, estaduais e federal desempenham um papel preponderante na educação brasileira, graças ao expressivo volume de recursos destinados ao ensino pela Constituição. Cabe a esses entes, portanto, a maior parte da responsabilidade pelo estado de ideologização, politização e partidarização do ensino no país. De fato, a partir da década de 1980, os governos estaduais e federal, principalmente, não só não identificaram e não combateram o problema, como contribuíram decisivamente para a sua disseminação, ao promoverem uma perspectiva pedagógica altamente politizada.
Divulgaremos, nesta página, textos, normas e documentos que evidenciam essa grave cumplicidade do estado brasileiro com a doutrinação ideológica e com a usurpação da autoridade moral dos pais pelas escolas e professores.
Por Renato Rabuske
Em conversa com um professor da Escola Pública Estadual, chamaram-me a atenção as referências desabonadoras, desse professor ao currículo que lhe era proposto cumprir. Curioso, entrei na Internet para ver o que havia a respeito. Liguei também para a SED (Secretaria de Educação e Desporto), onde me informaram que tudo o que havia a respeito se encontrava na Internet. De fato, há farto material na rede, mas não encontrei a proposta original, publicada em 1991 na Imprensa Oficial do Estado. Na busca dessa proposta inicial, dirigi-me à Biblioteca Pública do Estado, na Rua Tenente Silveira, onde os funcionários não souberam precisar quando houve tal publicação. Contudo, a boa vontade dos funcionários conseguiu localizar uma cópia, que se diz fidedigna, da publicação original. É nessa cópia que baseio minha breve análise.
Abaixo, a íntegra da lei federal que torna obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira nas escolas públicas e privadas.
Nada contra o estudo objetivo dessas matérias. É evidente, no entanto, que (a) esse estudo não será objetivo, mas pautado pelos critérios do politicamente correto; e (b) o tempo dedicado a assuntos e disciplinas muito mais relevantes para os alunos terá de ser sacrificado.
Por Simon Schwartzman
Acabo de ver a lamentavel proposta curricular para o programa de sociologia para o nível médio do Rio de Janeiro. É um conjunto desastroso de idéias gerais, palavras de ordem e ideologias mal disfarçadas que confirmam as piores apreensões dos que, como eu, sempre temeram esta inclusão obrigatória da sociologia no curriculo escolar.