Por trás da ação aparentemente espontânea dos “despertadores de consciência crítica”, existe uma bem elaborada e difundida doutrina da doutrinação.
Exibiremos neste espaço a ação desses manipuladores de segundo grau.
O autor do texto a seguir transcrito – extraído do site da Universidade Federal do Mato Grosso(http://www.ufmt.br/revista/arquivo/rev15/Silva.html) – é doutor em Educação pela PUC/SP e professor do curso de Pós-Graduação em Educação do Centro Universitário do Triângulo.
O Prof. Jefferson da Silva ensina a seus alunos – educadores e futuros educadores – que o professor deve atuar em sala de aula como o “intelectual dirigente e orgânico”, de Antonio Gramsci. “Os educadores, afirma, não podem ter a presunção de substituir os dirigentes políticos, mas também não devem considerar-se excluídos da tarefa política de dirigentes. Algo muito importante e desafiador lhes está à frente: conquistar o lugar de intelectual dirigente e colaborar para a organização popular na sua luta por uma nova ordem social e econômica. Por isso, é importante concretizar o papel do educador escolar como intelectual dirigente através da função que lhe cabe, não apenas como criador de ciência e pesquisador, mas especialmente em sua função de ‘difundir criticamente as verdades já descobertas, ‘socializá-las’ por assim dizer’ (Gramsci)."